Probabilidades - Nomenclatura dos elementos
PROBABILIDADE
(Nomenclatura dos elementos)

Espaço Amostral:

Quando estamos nos referindo a um certo acontecimento, devemos nos deter a um universo de possibilidades que este acontecimento pode suceder. Por exemplo, não podemos dizer que iremos jogar um dado comum e obter o resultado 8 (pois um dado comum possui apenas 6 faces numeradas de 1 à 6). Também não podemos dizer que, de um baralho comum, iremos retirar a carta com número 32 (pois um baralho comum possui apenas os numerais de 2 até 10).

A este conjunto de todos os POSSÍVEIS valores que um acontecimento pode suceder, chamamos de ESPAÇO AMOSTRAL ou ESPAÇO DE PROVA e o denotamos por S. O número de elementos que o espaço amostral possui é denotado por n(S). Veja os exemplos abaixo:

Acontecimento:
- Jogar um dado comum e observar o número da face voltada para cima.

S = {1; 2; 3; 4; 5; 6}    Portanto, este espaço amostral possui 6 elementos
n(S)=6

Acontecimento:
- Retirar uma carta de um baralho comum embaralhado.

S = {A; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; J; Q; K}    Portanto, este espaço amostral possui 13 elementos,
n(S)=13.

Acontecimento:
- Jogar duas moedas comuns e ver a face voltada para cima de cada uma delas.

S = {(cara; coroa), (cara; cara), (coroa; cara), (coroa, coroa)}
n(S)=4.

Evento:

Quando estamos trabalhando com um acontecimento, devemos detalhar qual a situação que esperamos que aconteça.

Por exemplo: no acontecimento "jogar um dado comum e observar a face voltada para cima". Devemos restringir, ou seja, detalhar qual o resultado que estamos esperando, senão não poderemos fazer o cálculo da probabilidade. Algumas possíveis restrições para este acontecimento seriam:

- a face voltada para cima deve ser um número PAR;
- a face voltada para cima deve ser o número 2;
- a face voltada para cima deve ser um número PRIMO...

A tais restrições damos o nome de "EVENTO". Estes eventos, devemos representá-los por alguma letra do alfabeto (A, B, C, D,...).
Mas o que nos interessa em um evento é o número de ocorrências que este evento possui dentro do espaço amostral, para este número usamos a notação n(A), n(B), n(C), n(D),... dependendo do nome dado ao evento. Veja só:

- No acontecimento "jogar um dado comum e observar a face voltada para cima" queremos o evento A em que a face voltada para cima seja um número PAR.

Sabemos que o espaço amostral deste acontecimento, ou experimento, é:

S={1; 2; 3; 4; 5; 6}, possui 6 elementos
portanto,
n(S)=6

Enquanto o evento que estamos querendo é:

A={2; 4; 6}, possui 3 elementos
portanto, n(A)=3

vazio.gif (817 bytes)

P.S.: Note que, como o "evento" é um subconjunto do espaço amostral (ou seja, está "dentro"), nunca será maior do que ele.

n(S) maiorouigual.gif (845 bytes) n(A)

Se você achar um valor de n(A) maior do que n(S), revise seus cálculos. Algo saiu errado!!!


Veja mais alguns exemplos introdutórios de "espaço amostral" e "evento".

Situação

Espaço amostral

Evento

Jogar uma moeda para o alto e a face voltada para cima deve ser CARA

S = {cara; coroa}
n(S) = 2
A = {cara}
n(A) = 1

Jogar sucessivamente duas moedas para o alto e a face da primeira deve ser igual à da segunda.

S = {(cara, cara); (cara, coroa); (coroa, coroa); (coroa, cara)}
n(S)=4

A = {(cara, cara); (coroa, coroa)}
n(A) = 2

De uma urna com 10 etiquetas numeradas de 1 à 10 devemos retirar ao acaso uma etiqueta com um número maior do que 7.

S = {1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10}
n(S) = 10
B = {8; 9; 10}
n(B) = 3

De uma caixa contendo 4 potes, cada pote com tinta de uma cor da bandeira do Brasil, devemos pegar ao acaso um pote com a cor AZUL.

S = {verde; amarelo; azul; branco}
n(S) = 4
F = {AZUL}
n(F) = 1

Note que podemos chamar o evento da letra que quisermos.

Do globo de um jogo de bingo, com bolinhas numeradas de 1 à 40, devemos retirar uma bolinha com um número múltiplo de 4.

S = {1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 11; 13; 14; 15; 16; 17; 18; 19; 20; 21; 22; 23; 24; 25; 26; 27; 28; 29; 30; 31; 32; 33; 34; 35; 36; 37; 38; 39; 40}
n(S) = 40

C = {4; 8; 12; 16; 20; 24; 28; 32; 36; 40}
n(C) = 10

Jogar um dado comum e observar a face voltada para cima, a qual deve ser igual a 8. S = {1; 2; 3; 4; 5; 6}
n(S) = 6

G = { }
n(G) = 0
P.S.: Como o 8 não está presento no espaço amostral, então o evento é nulo.

Para cálculo de probabilidade, o que mais nos interessa é na verdade apenas o número de elementos do espaço amostral - n(S) - e o número de elementos do subconjunto "evento" - n(A).

Com o objetivo de facilitar nossa comunicação, podemos trocar o nome do n(S) para "número de casos possíveis", pois é isto que este número representa: todos os casos possíveis de resultado para tal experimento.

Também podemos chamar o n(A) de "número de casos favoráveis", pois é isto mesmo que este número representa: todos os casos favoráveis à condição restrita na situação vivida.

RESUMO

Representação

Descrição

Nome

S

É o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório.

Espaço amostral

n(s)

É o número de elementos que o espaço amostral contém.

A, B, C,...

É qualquer subconjunto do espaço amostral S, ou seja, alguma restrição dada ao experimento em questão.

Evento

n(A), n(B), n(C)...

É o número de elementos que o subconjunto "evento" possui. A letra dentro dos parênteses deve coincidir com o nome dado ao evento.

Esta parte teórica pode parecer um pouco chata, mas é necessário. Vá para o próximo tópico e vamos começar a parte boa de se estudar: cálculo de probabilidade propriamente dito.


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