Probabilidade - Probabilidade de ocorrência de um evento
PROBABILIDADE
(Probabilidade de um evento)

Ao analisarmos uma situação (digna do cálculo de probabilidade), devemos ter em mãos o n(S) e o n(A), ou seja, o número de casos possíveis de ocorrer determinada situação e o número de casos favoráveis à condição dada.

Vamos ver uma situação prática.

- Jogando um dado comum e observando a face voltada para cima, qual a probabilidade de ocorrência do número 5 nesta face?

Note que esta situação tem como espaço amostral:

S = {1; 2; 3; 4; 5; 6}
n(S) = 6

E o evento A, ocorrência do número 5:

A = {5}
n(A) = 1

Portanto, ao jogarmos um dado, temos 6 chances diferentes das quais apenas uma nos interessa. Então a chance do número 5 aparecer na face voltada para cima é uma chance entre seis no total, ou seja, matematicamente falando, a probabilidade de ocorrência da face 5 voltada para cima é prob01.gif (880 bytes).
Ao efetuarmos esta divisão achamos:

p(A) = prob01.gif (880 bytes) = 0,16666...

Usamos a notação p(A) para indicar a probabilidade de ocorrência do evento A.

Na maioria dos exercícios, o resultado deve ser expressado na forma de porcentagem. Para transformarmos este resultado em porcentagem, devemos multiplicar este valor por 100porcento.gif (923 bytes). Ou seja, iremos multiplicar por 1, o que não irá alterar o valor do resultado.

100porcento.gif (923 bytes) x prob01.gif (880 bytes) = 100porcento.gif (923 bytes) x 0,16666... = prob02.gif (987 bytes)

p(A) = 16,666... %

Sempre que quisermos calcular a probabilidade de um evento, utilizamos o pensamento aplicado no exemplo anterior. Que se resume na seguinte fórmula:

border1.gif (826 bytes) vaziop.gif (807 bytes)

border2.gif (825 bytes)

vazio.gif (816 bytes)
vaziop.gif (807 bytes) vazio.gif (816 bytes)

p(A) =

n(A)

vaziop.gif (807 bytes)

n(S)

vazio.gif (816 bytes) vaziop.gif (807 bytes)
border3.gif (826 bytes) vazio.gif (816 bytes)

border4.gif (825 bytes)

vaziop.gif (807 bytes)

Ou então, colocando de uma forma mais fácil de se entender:

border1.gif (826 bytes) vaziop.gif (807 bytes)

border2.gif (825 bytes)

vazio.gif (816 bytes)
vaziop.gif (807 bytes) vazio.gif (816 bytes)

PROBABILIDADE =

NÚMERO DE CASOS FAVORÁVEIS

vaziop.gif (807 bytes)

NÚMERO DE CASOS POSSÍVEIS

vazio.gif (816 bytes) vaziop.gif (807 bytes)
border3.gif (826 bytes) vazio.gif (816 bytes)

border4.gif (825 bytes)

vaziop.gif (807 bytes)

Lembrando que, ao fazer este tipo de cálculo, devemos ter em mente que está sendo considerado todos os elementos do espaço amostral com a mesma possibilidade de ocorrência (chamamos de espaço "Equiprovável" ou "Uniforme") . Ou seja, não podemos ter a situação, como por exemplo, de um dado viciado em que a possibilidade de cair uma determinada face é diferente da possibilidade de ocorrência de outras faces.

Veja abaixo alguns exemplos introdutórios de cálculo de probabilidade.


1) No lançamento sucessivo de duas moedas, qual é a probabilidade de se obter na face voltada para cima da segunda moeda uma "cara"?

Espaço amostral:
S = {(cara, cara); (cara, coroa); (coroa, coroa); (coroa, cara)}
n(S) = 4

Evento:
A = {(cara, cara); (coroa, cara)}
n(A) = 2

Probabilidade = 2 = 1 = 0,5 = 50%
vaziop.gif (807 bytes)
vaziop.gif (807 bytes)
4 2

Portanto, a probabilidade de sair "cara" na segunda moeda é de 50%.


2) Uma urna possui 15 bolinhas numeradas de 1 à 15. Ao retirarmos uma bolinha desta urna ao acaso, qual a probabilidade desta possuir um número menor do que 4?

Espaço amostral:
S = {1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 11; 12; 13; 14; 15}
n(S) = 15

Evento:
A = {1; 2; 3}
n(A) = 3

Probabilidade =

3

=

1

= 0,2 = 20%
vaziop.gif (807 bytes)
vaziop.gif (807 bytes)

15

5

Portanto, a probabilidade de ocorrer o evento dado é 20%.


Vamos dificultar um pouquinho:

3) No lançamento sucessivo de duas moedas, qual a probabilidade de se obter nas faces voltadas para cima, no mínimo uma moeda com cara?

Espaço amostral:
S = {(cara, cara); (cara, coroa); (coroa, coroa); (coroa, cara)}
n(S) = 4

Evento:
Note que o exercício diz no mínimo uma cara, portanto, podemos ter duas caras!
A = {(cara, cara); (coroa, cara); (cara, coroa)}
n(A) = 3

Probabilidade = 3 = 0,75 = 75%
vaziop.gif (807 bytes)
4

Portanto, a probabilidade de sair "cara" na segunda moeda é de 50%.


4) Numa urna temos 10 cartões numerados de 1 à 10. Iremos retirar, ao acaso e sem reposição, dois cartões. Qual a probabilidade de a soma dos valores nos cartões sorteados ser igual a 6?

Espaço amostral:
Neste caso não precisamos mostrar o espaço amostral. Iremos apenas calcular o n(S), pois este possui muitos elementos.
Temos um total de 10 elementos para agrupar de dois em dois (pois iremos retirar dois cartões). Como interessa a ordem em que iremos retirar estes cartões, temos um arranjo de 10 elementos tomados dois à dois:

prob05.gif (1222 bytes)

n(S) = 90

Evento:
Agora sim teremos que enumerar as possibilidade favoráveis.
Vamos fazer o seguinte, se retirarmos no primeiro sorteio o número 1 deveremos ter no segundo o número 5 (para obter a soma 6). Vamos representar com uma flechinha

PRIMEIRO SORTEIO SEGUNDO SORTEIO OBS:
1 5 Ok, este caso é válido! Primeiro
2 4 Ok, este caso é válido! Segundo
3 3

Este caso não poderá ocorrer, visto que se retirarmos o cartão 3 no primeiro sorteio, ele não estará disponível no segundo sorteio (pois não há reposição para o segundo sorteio.

4 2 Ok, este caso é válido! Terceiro
5 1 Ok, este caso é válido! Quarto
6 0

Se retirarmos 6 no primeiro sorteio, não dará para resultar a soma pedida, pois não há cartão com número zero. Portanto, estes valores acima são todos os possíveis sorteios em que a soma resulta em 6.

... ...

n(A) = 4

Probabilidade =

4

= 0,0444... = 4,44...%
vaziop.gif (807 bytes)
90

Portanto, a probabilidade de ocorrer o evento descrito, é de aproximadamente 4,44%.


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